Repete-o o calendário, uma vez em cada ano, como festa da ternura e do amor, sempre no mesmo dia. E, no entanto, o Natal é de todos os dias. Todos. Porque é urgente semear o amor. Porque é urgente renascer, continuadamente, para a solidariedade.
A solidariedade, o respeito pela dignidade humana, o amor: o excelente remédio para os males de que a humanidade enferma, nos nossos dias, e de que Aquele cujo nascimento comemoramos no dia 25 de Dezembro, desde há dois mil anos, veio como delegado, promotor e mensageiro.
E é remédio para se tomar às colheradas, às mãos cheias, aos frascos inteiros!
O Natal é de todos os dias e é urgente renascer, pela sua mensagem, para destruir certas palavras e muitas práticas: o ódio, a solidão, a crueldade, a malquerença, as lágrimas e os lamentos, as espadas, as bombas e os canhões.
Há coisas que têm a sua época: roupa leve e praia é no Verão, vindima no Outono, certos desportos em seu tempo próprio, frutos conforme a natureza os faz brotar!... Mas há outras coisas, - reflexão e acção – que têm de ensopar cada momento da nossa vida: a solidariedade, o respeito pelo homem, o amor!...
No Natal de todos os dias.
Nasçamos, renascendo a cada instante para a vida, para os outros, para a solidária e concertada edificação de uma sociedade justa, digna, amistosa, em que dê gosto, - a todos – viver.
Para todos, pois, um feliz Natal diário!
Em cada blog!
Em cada família!
Em cada um de nós!
domingo, dezembro 24, 2006
quinta-feira, novembro 30, 2006
O avião silencioso
A Silent Aircraft Initiative está a desenvolver uma aeronave silenciosa, com baixo consumo de combustível e amiga do ambiente. O resultado de um investimento de 3,5 milhões de euros e de três anos de colaboração entre investigadores da Universidade de Cambridge e do Instituto de Massachusetts (MIT), nos EUA, foi apresentado este mês em Londres. Chama-se SAX-40 e teve como objectivo inicial reduzir o ruído do avião de forma a melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem junto de aeroportos e aumentar a sua eficiência.
O segredo parece estar no design inovador, que se assemelha a um morcego. As asas da aeronave foram desenhadas para serem mais silenciosas e eficientes no consumo: a fuselagem e as asas estão juntas para uma melhor aerodinâmica e produzir menos turbulência, e logo menos ruído. O formato das asas vai permitir também uma velocidade de aproximação à pista mais reduzida, o que significa menos barulho durante a aterragem.
O segredo parece estar no design inovador, que se assemelha a um morcego. As asas da aeronave foram desenhadas para serem mais silenciosas e eficientes no consumo: a fuselagem e as asas estão juntas para uma melhor aerodinâmica e produzir menos turbulência, e logo menos ruído. O formato das asas vai permitir também uma velocidade de aproximação à pista mais reduzida, o que significa menos barulho durante a aterragem.
O SAX-40 com um consumo de combustível mais eficiente em cerca de 25 por cento do que os aviões actuais, terá capacidade para 215 passageiros numa distância de mais de nove mil quilómetros, a uma velocidade máxima de 965 km/h.
quarta-feira, novembro 29, 2006
terça-feira, novembro 28, 2006
As verdades da mentira (8/9)
Num contexto de aprendizagem das regras de socialização, o indivíduo aprende e compreende que a defesa da existência de uma verdade absoluta é, em si mesma, uma grosseira mentira.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Sete coisas que precisa de saber para manter uma conversa sobre whisky
Blended – Resultam da mistura (blend) de vários maltes com outros destilados, por exemplo, o milho. Na Escócia e no whisky, o papel do enólogo é desempenhado pelo “master blender”.
Cascos – O envelhecimento em cascos de carvalho é a fase nuclear que se segue à destilação. Os mais usados são os cascos de carvalho americano.
Consumo – Os portugueses têm o hábito de o consumir como digestivo, mas a generalidade dos britânicos consome-o como aperitivo e preferem como digestivo um Porto Vintage.
Ingredientes – Água, malte e levedura são os três ingredientes usados. O sabor final depende em 40% da destilação e em 60% da madeira em que envelhece. “The wood makes the whisky”, garantem os entendidos.
Malt – Produzido com maltes destilados usando como matéria-prima as melhores cevadas.
Scotch – Para merecer esta designação, tem de ser destilado e envelhecido na Escócia durante um período mínimo de três anos.
Single Malt – Feito a partir de malte de apenas uma destilaria. É o Rolls Royce dos “scotch”. Mas comparado, é o equivalente mais próximo dos nossos Porto Vintage.
Cascos – O envelhecimento em cascos de carvalho é a fase nuclear que se segue à destilação. Os mais usados são os cascos de carvalho americano.
Consumo – Os portugueses têm o hábito de o consumir como digestivo, mas a generalidade dos britânicos consome-o como aperitivo e preferem como digestivo um Porto Vintage.
Ingredientes – Água, malte e levedura são os três ingredientes usados. O sabor final depende em 40% da destilação e em 60% da madeira em que envelhece. “The wood makes the whisky”, garantem os entendidos.
Malt – Produzido com maltes destilados usando como matéria-prima as melhores cevadas.
Scotch – Para merecer esta designação, tem de ser destilado e envelhecido na Escócia durante um período mínimo de três anos.
Single Malt – Feito a partir de malte de apenas uma destilaria. É o Rolls Royce dos “scotch”. Mas comparado, é o equivalente mais próximo dos nossos Porto Vintage.
Sabiam que Cutty Sark é o nome de um belo veleiro que durante 27 anos foi português.
domingo, novembro 26, 2006
Depois da Operação
Minha mãe estava a mexer nas caixas onde todos guardamos recordações do passado e é então que ela se depara com um artigo de um jornal (Notícias de Guimarães) com mais de 25 anos, e chama por mim… Eu vou ter com ela e fico admirado com o que vejo e vos mostro agora, uns versos que foram dedicados à minha Mãe e a mim, da autoria da escritora Aurora Jardim.
Na noite sem fim,
após a operação,
foi ela, Nazaré,
que velou a doente
com solicitude
e devoção.
Nazaré
mãe do bebé
que se chama
Rui.
Na noite fechada
do recobro
sobe a tensão
vem aí a febre.
A enfermeira
dá outra injecção.
Campainha, luz,
estribo, soro…
Silêncio fundo.
A paciente flutua
fora do mundo.
Mas Nazaré vigia.
Voltou o sol
voltou a luz.
O Rui é pequenino
como o Menino Jesus.
Na noite sem fim,
após a operação,
foi ela, Nazaré,
que velou a doente
com solicitude
e devoção.
Nazaré
mãe do bebé
que se chama
Rui.
Na noite fechada
do recobro
sobe a tensão
vem aí a febre.
A enfermeira
dá outra injecção.
Campainha, luz,
estribo, soro…
Silêncio fundo.
A paciente flutua
fora do mundo.
Mas Nazaré vigia.
Voltou o sol
voltou a luz.
O Rui é pequenino
como o Menino Jesus.
sábado, novembro 25, 2006
sexta-feira, novembro 24, 2006
As verdades da mentira (7/9)
“Apesar da mentira não ser encorajada explicitamente, vivemos numa sociedade onde mentir é normativo. Até se costuma dizer que quem não sabe mentir não sabe viver”
Américo Baptista
quinta-feira, novembro 23, 2006
Viver o tempo
O importante não é viver muito. É viver bem! É “ganhar” tempo para pensar, sonhar, rir, observar, amar e ser amado, partilhar, divertir-se, ouvir uma música, ler, conhecer e explorar.
Para muitos, encontrar tempo para estes prazeres é um grande desafio. E acreditar que a tecnologia é uma ajuda para conseguir mais tempo pode ser um engano, pois somos, cada vez mais, escravos e dependentes dela, de tal forma que, para viver o tempo por inteiro, o ideal será desligarmo-nos da tecnologia!
Para muitos, encontrar tempo para estes prazeres é um grande desafio. E acreditar que a tecnologia é uma ajuda para conseguir mais tempo pode ser um engano, pois somos, cada vez mais, escravos e dependentes dela, de tal forma que, para viver o tempo por inteiro, o ideal será desligarmo-nos da tecnologia!
quarta-feira, novembro 22, 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
Águas topo de gama
Há garrafas de água tão caras como as de vinho. São estrangeiras e dizem que o seu conteúdo é puro, faz milagres pela saúde e por uma refeição sofisticada.
Em Portugal é no restaurante Aqua, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, que os amantes de água se entregam às 16 marcas disponíveis. Este é o primeiro estabelecimento português com carta de águas, onde os empregados de mesa dão conselhos: “Águas lisas para pratos leves ou carbónicas para os mais pesados e há que ter em conta o pH, a mineralização e a gaseificação”.
Voss, Panna, Ty Nant, San Pellegrino e Evian são as marcas que têm maior saída. Contudo, o denominador comum do consumidor destas águas denota-se pelo seu elevado poder de compra, sendo a Bling H2O, a água predilecta das estrelas de cinema e da música, acessível por uns módicos 40€ a garrafa.
Estranhamente, nunca ninguém tinha achado que a água que bebe não era suficientemente pura até aparecerem marcas como estas!
Em Portugal é no restaurante Aqua, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, que os amantes de água se entregam às 16 marcas disponíveis. Este é o primeiro estabelecimento português com carta de águas, onde os empregados de mesa dão conselhos: “Águas lisas para pratos leves ou carbónicas para os mais pesados e há que ter em conta o pH, a mineralização e a gaseificação”.
Voss, Panna, Ty Nant, San Pellegrino e Evian são as marcas que têm maior saída. Contudo, o denominador comum do consumidor destas águas denota-se pelo seu elevado poder de compra, sendo a Bling H2O, a água predilecta das estrelas de cinema e da música, acessível por uns módicos 40€ a garrafa.
Estranhamente, nunca ninguém tinha achado que a água que bebe não era suficientemente pura até aparecerem marcas como estas!
segunda-feira, novembro 20, 2006
As verdades da mentira (6/9)
Os especialistas alertam que não estamos preparados para ouvir a verdade, a começar pela verdade sobre nós próprios.
domingo, novembro 19, 2006
sábado, novembro 18, 2006
Cybercobardia
Depois de ler um artigo de Miguel Sousa Tavares com o mesmo título deste “post” queria apenas sublinhar algumas das suas ideias que considero extremamente pertinentes.
Neste sentido, começo por lançar as seguintes questões:
Será que o universo dos blogues deu início a um processo de "dessocialização" e de sedentarização das solidões? Ou a uma forma moderna de democracia de massas?
“Não há liberdade de expressão onde existe impunidade do discurso”, pois como poderá alguém defender-se convincentemente de um qualquer blogue anónimo que o acuse de pedofilia, trafico de drogas ou qualquer outra coisa abominável?
Mas o pior de tudo isto é constatar que um qualquer blogue anónimo se torna numa fonte de informação privilegiada e credível para o nosso jornalismo.
Neste sentido, começo por lançar as seguintes questões:
Será que o universo dos blogues deu início a um processo de "dessocialização" e de sedentarização das solidões? Ou a uma forma moderna de democracia de massas?
“Não há liberdade de expressão onde existe impunidade do discurso”, pois como poderá alguém defender-se convincentemente de um qualquer blogue anónimo que o acuse de pedofilia, trafico de drogas ou qualquer outra coisa abominável?
Mas o pior de tudo isto é constatar que um qualquer blogue anónimo se torna numa fonte de informação privilegiada e credível para o nosso jornalismo.
sexta-feira, novembro 17, 2006
Contar o tempo
Um pau enterrado na terra, projectando a sombra no solo, poderá ter sido um dos primeiros antepassados do relógio. Com o nascimento do relógio de pulso gerou-se uma profunda revolução cultural e social, pois este objecto valioso podia ser usado e transportado.
quinta-feira, novembro 16, 2006
As verdades da mentira (5/9)
Tal como sabemos que não existem verdades absolutas (só num contexto religioso e dogmático é possível acreditar na Verdade), do mesmo modo não existem mentiras absolutas, mas vários graus: genericamente, vão desde a mentira inofensiva, ocasional e piedosa, passam pelas mentiras defensivas e justificativas, e podem chegar a esquemas mais elaborados com intuitos inócuos ou perversos que terminam por desembocar na mitomania e na mentira compulsiva.
quarta-feira, novembro 15, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
O blog feito pelos seus leitores 17
Fui ao mercado comprar uns presentes.
Estava eu na secção de brinquedos e comecei a bisbilhotar os preços e a imaginar se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.
Foi então que reparei num menino de mais ou menos 5 anos a agarrar uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava-a tão triste que tentei imaginar para quem seria aquela boneca que tanto apertava.
O menino virou-se para uma senhora junto dele e disse:
"Avó, tens a certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?"
A senhora respondeu:
“Sabes que o teu dinheiro não é suficiente, meu querido!"
E perguntou ao menino se ele podia ficar ali a olhar para os brinquedos por mais 5 minutos, enquanto iria ver outras coisas. O menino continuava a segurar a boneca nas suas mãos. Finalmente, comecei a andar na sua direcção e perguntei-lhe a quem queria dar aquela boneca e ele respondeu:
"Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava. Ela acreditava que o nosso Pai lha daria este ano.”
Eu disse-lhe:
"Não fiques tão preocupado, acho que ele irá dar a boneca à tua irmã."
Mas ele triste disse-me:
"Não, o Pai não poderá levar-lhe a boneca onde ela está. Tenho que dar a boneca à minha mãe e ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá."
O meu coração parou de bater. Aquele menino olhou para mim e disse:
"Eu disse ao Pai para dizer à Mãe para não ir ainda. Eu pedi-lhe que esperasse até eu voltar do mercado."
Depois ele mostrou-me uma foto muito bonita dele rindo e disse-me:
"Eu também quero que a Mãe leve esta foto, assim ela não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e não quero que ela parta agora, mas o meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha."
Aí ele ficou a olhar para a boneca com os olhos tristes e muito quieto. Eu rapidamente procurei a minha carteira e peguei nalgumas notas e disse para o garoto:
"E se contássemos novamente o teu dinheiro, só para termos certeza de que tens dinheiro para comprar a boneca?”
Juntei as minhas notas ao dinheiro dele, sem que ele se apercebesse e começamos a contar. Depois de contarmos, o dinheiro dava para comprar a boneca e ainda sobravam uns trocos. E o menino orou:
"Obrigado Senhor por atenderes o meu pedido e teres-me dado dinheiro suficiente para compra a boneca".
Aí, ele olhou-me e disse:
"Ontem antes de dormir, pedi a Deus que fizesse para que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca e assim a Mãe a poder levar. Ele ouviu-me e eu também queria dinheiro para comprar uma rosa amarela para a minha mãe, mas não ousei pedir-Lhe mais nada. E Ele deu-me o dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa amarela. Sabe, a Mãe adora rosas amarelas.”
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui-me embora sem ser notado. Terminei as compras num estado de espírito totalmente diferente daquele com que havia começado. Entretanto, não consegui tirar aquele menino do pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia no jornal local, já com dois dias, quando mencionava que um homem bêbado, numa camioneta, bateu num carro onde estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido de imediato e a mãe estava em estado grave no hospital e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma.
Pensei se seria a família daquele menino?
Dois dias após meu encontro, li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude conter-me e sai para comprar um ramo de rosas amarelas e fui ao velório daquela jovem. Ela segurava uma linda rosa amarela nas suas mãos, junto com a fotografia do menino e com a boneca ao peito.
Deixei o local a chorar, senti que a minha vida tinha mudado para sempre.
O amor daquele menino pela sua mãe e irmã continua gravado na minha memória até hoje.
É difícil de acreditar e imaginar que numa fracção de segundo, um bêbado tenha tirado tudo àquele menino.
Estava eu na secção de brinquedos e comecei a bisbilhotar os preços e a imaginar se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.
Foi então que reparei num menino de mais ou menos 5 anos a agarrar uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava-a tão triste que tentei imaginar para quem seria aquela boneca que tanto apertava.
O menino virou-se para uma senhora junto dele e disse:
"Avó, tens a certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?"
A senhora respondeu:
“Sabes que o teu dinheiro não é suficiente, meu querido!"
E perguntou ao menino se ele podia ficar ali a olhar para os brinquedos por mais 5 minutos, enquanto iria ver outras coisas. O menino continuava a segurar a boneca nas suas mãos. Finalmente, comecei a andar na sua direcção e perguntei-lhe a quem queria dar aquela boneca e ele respondeu:
"Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava. Ela acreditava que o nosso Pai lha daria este ano.”
Eu disse-lhe:
"Não fiques tão preocupado, acho que ele irá dar a boneca à tua irmã."
Mas ele triste disse-me:
"Não, o Pai não poderá levar-lhe a boneca onde ela está. Tenho que dar a boneca à minha mãe e ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá."
O meu coração parou de bater. Aquele menino olhou para mim e disse:
"Eu disse ao Pai para dizer à Mãe para não ir ainda. Eu pedi-lhe que esperasse até eu voltar do mercado."
Depois ele mostrou-me uma foto muito bonita dele rindo e disse-me:
"Eu também quero que a Mãe leve esta foto, assim ela não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e não quero que ela parta agora, mas o meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha."
Aí ele ficou a olhar para a boneca com os olhos tristes e muito quieto. Eu rapidamente procurei a minha carteira e peguei nalgumas notas e disse para o garoto:
"E se contássemos novamente o teu dinheiro, só para termos certeza de que tens dinheiro para comprar a boneca?”
Juntei as minhas notas ao dinheiro dele, sem que ele se apercebesse e começamos a contar. Depois de contarmos, o dinheiro dava para comprar a boneca e ainda sobravam uns trocos. E o menino orou:
"Obrigado Senhor por atenderes o meu pedido e teres-me dado dinheiro suficiente para compra a boneca".
Aí, ele olhou-me e disse:
"Ontem antes de dormir, pedi a Deus que fizesse para que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca e assim a Mãe a poder levar. Ele ouviu-me e eu também queria dinheiro para comprar uma rosa amarela para a minha mãe, mas não ousei pedir-Lhe mais nada. E Ele deu-me o dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa amarela. Sabe, a Mãe adora rosas amarelas.”
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui-me embora sem ser notado. Terminei as compras num estado de espírito totalmente diferente daquele com que havia começado. Entretanto, não consegui tirar aquele menino do pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia no jornal local, já com dois dias, quando mencionava que um homem bêbado, numa camioneta, bateu num carro onde estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido de imediato e a mãe estava em estado grave no hospital e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma.
Pensei se seria a família daquele menino?
Dois dias após meu encontro, li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude conter-me e sai para comprar um ramo de rosas amarelas e fui ao velório daquela jovem. Ela segurava uma linda rosa amarela nas suas mãos, junto com a fotografia do menino e com a boneca ao peito.
Deixei o local a chorar, senti que a minha vida tinha mudado para sempre.
O amor daquele menino pela sua mãe e irmã continua gravado na minha memória até hoje.
É difícil de acreditar e imaginar que numa fracção de segundo, um bêbado tenha tirado tudo àquele menino.
segunda-feira, novembro 13, 2006
Um exame de selecção
Uma empresa estava a contratar um novo funcionário.
Uma parte do exame de selecção consistia em responder à seguinte questão, por escrito:
É noite de tempestade. Está a conduzir o seu carro com dificuldade. Ao passar por uma paragem de autocarro, vê que o veículo passa sem parar, ignorando as três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte.
Verifica que essas pessoas são:
1 – Uma senhora precisando de ser hospitalizada
2 – Um médico que salvou sua vida no passado
3 – O grande amor da sua vida
No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Quem escolhe?
Por favor justifique a sua resposta e pense antes de continuar.
Este é um tipo de teste de personalidade e cada resposta tem a sua razão de ser.
Poderia transportar a senhora doente e ficaria com a consciência tranquila.
Ou escolher o médico, porque ele, uma vez, salvou a sua vida. Seria a oportunidade perfeita para demonstrar a sua gratidão.
Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor da sua vida se deixasse escapar a oportunidade.
Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação. E ele nem precisou de a explicar. O que terá ele dito?
Uma parte do exame de selecção consistia em responder à seguinte questão, por escrito:
É noite de tempestade. Está a conduzir o seu carro com dificuldade. Ao passar por uma paragem de autocarro, vê que o veículo passa sem parar, ignorando as três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte.
Verifica que essas pessoas são:
1 – Uma senhora precisando de ser hospitalizada
2 – Um médico que salvou sua vida no passado
3 – O grande amor da sua vida
No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Quem escolhe?
Por favor justifique a sua resposta e pense antes de continuar.
Este é um tipo de teste de personalidade e cada resposta tem a sua razão de ser.
Poderia transportar a senhora doente e ficaria com a consciência tranquila.
Ou escolher o médico, porque ele, uma vez, salvou a sua vida. Seria a oportunidade perfeita para demonstrar a sua gratidão.
Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor da sua vida se deixasse escapar a oportunidade.
Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação. E ele nem precisou de a explicar. O que terá ele dito?
vejam a resposta no comentário
domingo, novembro 12, 2006
As verdades da mentira (4/9)
O diagnóstico está feito há séculos, pelo menos desde Kant, que sentenciou que um mundo sem mentira não poderia ser habitado por seres humanos.
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